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 1º Ato: A Ascensão dos Mortos na Grande Cidade das Rotas

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Nolan
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MensagemAssunto: 1º Ato: A Ascensão dos Mortos na Grande Cidade das Rotas   Qua Nov 11 2015, 06:00


    Há barulho em todo o lugar dessa cidade, bem, não poderiam esperar mais da cidade com maior comércio e diversidade de raças existente no reino. Forjada literalmente a ferro e fogo pelo Lupe Villar, essa cidade prosperou e se tornou o monstro que é hoje em dia, o ponto de encontro de tudo e de todos. Por ser uma cidade voltada ao comércio normalmente esperaríamos uma enorme concorrência entre os comerciantes, mas esta cidade é única neste aspecto. Os vendedores se especializam em um único serviço ou produto e fundam sua loja, trazendo benefícios para todos, por que se uma única pessoa tem certo produto ela pode livremente controlar seu preço. Isso é vantajoso inclusive para os ladrões efetuarem seus roubos, há muitas lojas para escolher (porém isso é só para aqueles que tem culhões, a guarda da cidade é muito bem treinada e pode ter certeza, não perde a oportunidade de pegar mais um pobre coitado que se achou esperto o bastante para tentar...).

    Neste inicio de dia as nuvens quase não davam as caras pelo límpido céu que tingia o horizonte de azul. Talvez isto fosse explicado pelo vento forte que arrastava para longe não só nuvens, mas também a falta de disposição das pessoas daquela cidade que berravam a plenos pulmões tentando vender seus itens e serviços variados. A cidade se localiza em uma cadeia de montanhas e é dividida em três áreas distintas ligadas entre si ora por túneis, ora por pontes levadiças ou trilhas escavadas na terra. A parte mais alta era chamada de Pedra de Lupe (em homenagem ao grande herói da cidade); a que se voltava ao nordeste desta se chamava de Pedra Safira pela sua magnífica cor; a ultima e mais populosa que ficava abaixo das demais se chama Pedras Amigas que na verdade é um conjunto de cinco pedras ligadas por caminhos tão antigos (mais ainda sim em perfeito funcionamento) que ninguém sabia se era uma obra da natureza ou feita por alguma raça que a muito tempo povoou aquele lugar.

   Este lugar era liderado pela "Guilda Trupson" que têm como pilares 3 pessoas de raças diferentes que se entendem muito bem não só nos negócios, mas também fora dele como grandes amigos. Seus nomes: o argolian Hammond Lom , o primel Gilly Starvach e a elfa nobre Tinam Millghem. Nada mais sensato que uma guilda com lideres de diversas raças controle um lugar tão diverso quanto a Cidade das Rotas.

    E é bem na área mais populosa da cidade, nas Pedras Amigas que o nosso aventureiro Rei Woren caminha nesta manhã e para ele só existia uma escolha para ele sustentar não só ele, mas também sua irmã que esperava em casa por comida (já que seus pais haviam sumido e nem ele e muito menos sua irmã sabiam onde estavam ou se ainda estavam vivos), que era roubar, arte que ele havia praticado inúmeras vezes durante as viagens anteriores dos seus pais. Como as Pedras Amigas ligavam a todo o canto, era de sua escolha o lugar onde ele iria "atacar". Ele poderia se dirigir para cima pelo elevador que foi instalado no centro das Pedras Amigas para a Pedra Lupe onde diversas grifes estavam localizadas, onde podiam se encontrar de vestidos de puro linho até as armaduras mais bem feitas de todo o reino (pelo menos na opinião dos vendedores da cidade...). O lugar era bem arriscado, mas não impossível de se roubar (mas realmente, teria que ou ser muito bom ou muito sortudo, mas para os poucos que conseguem a recompensa é muito alta).

    Isso vale também para a Pedra Safira, que era uma área mais voltada para recreação e diversão, onde jogatinas eram efetuadas e montanhas de dinheiro eram apostadas (bem que poderia se chamar Vegas hue hue) movimento que atraia muitas lojas de conveniência que apoiam e dão suporte às pessoas que por ali andam. (Mesma coisa, recompensa alta PRA CARAMBA, mas é aquela coisa, fé nos dados e nas crianças da favela por que se for pego... muito complicado...). É neste lugar que o prédio principal da guilda Trupson está localizado, para cada novo comerciante que queira registrar sua loja entrar em contato com os líderes da guilda tornando o negócio legalmente oficial (o que traz muitos benefícios para o comerciante e um controle maior dos bens existentes na cidade pelos líderes da guilda).

    Por sua linda vista, a Pedra Lupe abriga grandes casarões onde os figurões costumam passar temporadas, só não é mais rentável do que a Pedra Safira, pois o movimento comercial tem seu retorno mais rápido, já que a guilda lucra um pouco a cada venda efetuada. Não satisfeitos com os guardas bem treinados da cidade, os figurões trazem consigo suas respectivas guardas pessoais, mercenários bem treinados prontos para matar qualquer um que tente chegar perto de seu mestre sem permissão.

    Como formigas rodeando o açúcar todo comerciante que não tinha seus negócios aprovados pela guilda construía suas lojas ao redor da cidade criando um tipo de favela que servia para contrastar com a vida feliz e prospera das pessoas dentro da cidade. Neste lugar tudo era permitido e o sucesso só dependia da força pessoal e da astúcia. Roubos eram efetuados, brigas eram deflagradas, hordas de trombadinhas corriqueiras e nenhuma ligação perante as leis da cidade. Porém, a lei da "favela" pode ser tão dura ou até pior se comparada com a da cidade, os que são pegos podem não ter uma segunda chance de vida.

    Que o sucesso esteja reservado apenas aos seres com habilidade suficiente par alcançá-lo, a sorte está lançada.




NPC's Importantes escreveu:
Tinam Millghen:
 

Hammond Lom:
 

Gilly Starvach:
 

OBS:
 
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MensagemAssunto: Re: 1º Ato: A Ascensão dos Mortos na Grande Cidade das Rotas   Qui Nov 12 2015, 00:01

Rei suspirou profundamente. Sentia-se exausto, embora o dia mal houvesse começado. Seus pensamentos inquietos alternavam entre se preocupar com seus pais e sua irmã. Deu um baixo grunhido gutural, sem nem ao menos perceber, já sem paciência para sua mente indisciplinada.

Embora houvesse crescido ali, em uma grande cidade, conhecia os costumes de seu povo. Desde pequeno sabia que seus pais deixariam de lhe proteger e teria que se virar sozinho, e já havia aceitado aquilo fazia anos. No entanto, não era costume, ou pelo menos ele pensava, abandonar seus filhos sem nem ao menos avisá-los.

E o pior nem era ele, que já era velho o bastante para se virar, mas sim a sua irmã. Não que a sua irmã fosse inútil, longe disso, mas Rei ainda via uma criança naquela jovem bela e destemida. Sabia que não era comum em sua raça, mas seu desejo de protegê-la era um sentimento tão forte, que parecia ser algo real, algo físico, e não apenas uma ilusão de sua mente.

Deu um leve sorriso pensando nisso. Embora sempre tenha gostado dos seus pais, tratava-os como meros conhecidos, Eyrus que precisava conviver diariamente e apenas isso. No entanto, seu amor por sua irmã era algo inexplicável até para o próprio gatuno, que mataria e morreria por ela.

— Ok, chega de sentimentalismo!

Rei sacudiu a cabeça com veemência, afastando aqueles pensamentos improdutivos e tentando focar sua mente no que viria a seguir. "Hora de trabalhar..." Encontrava-se nas Pedras Amigas — "Mas que nomezinho..." — e, dali, poderia seguir para qualquer parte da cidade.

Afastaria-se do meio da rua, evitando o movimento da população e indo até um canto mais calmo. "Passei tanto tempo pensando besteira que esqueci de decidir o principal, o que farei hoje?" Espreguiçou-se enquanto pensava, tentando afastar o cansaço e a preguiça que insistiam em perturbar o seu corpo.

O local mais fácil, provavelmente, seria o mercado fora dos muros da cidade. A algazarra e tumulto facilitariam sua ação. No entanto, embora Rei gostasse de se ver como um ser completamente racional, era muitas vezes apenas um cara orgulhoso demais que se super-estimava. Portanto, a palavra "fácil" não lhe agradava.

Em seguida, pensou nas lojas caras da Pedra Lupe, porém, roupas e armaduras não serviriam para ele e estava sem vontade de procurar compradores para seus produtos. "Quem sabe outro dia..." Pensou mais um pouco e decidiu-se. Os casarões da pedra Lupe muitas vezes estavam desertos e continham tudo do bom e do melhor.

Com um sorriso dançando nos lábios, pressentindo o perigo e saboreando-o, o jovem Woren verificou se suas duas adagas encontravam-se bem presas às laterais de sua cintura e fez um rápido inventário mental, tentando se lembrar se havia colocado todos seus utensílios em sua pequena bolsa. Achava que sim, então seguiria em frente.

Com passos lentos, mas firmes, seguiria para a pedra lupe, com as mãos nos bolsos de seu colete. Os olhos vagariam perdidos pela paisagem, procurando oportunidades e ou perigos, mas nunca prendendo seu olhar no mesmo alvo por mais de um segundo. Sentia-se confiante e embora tentasse, não conseguia tirar um sorriso bobo do rosto. "Pelo jeito, hoje eu vou tirar a sorte grande!"

Chegando ao seu destino, passaria a andar sem rumo, observando os arredores, como se fosse apenas um turista curioso. No entanto, focaria sua atenção nas casas, tentando ver movimento por através das janelas e/ou algum sinal de moradores, como fumaça saindo pela chaminé ou similar.

Encontrando uma casa teoricamente vazia, procuraria por um local próximo onde pudesse parar e observar a casa por alguns minutos. Poderia ser um banco ou algum muro onde pudesse se encostar. Fingiria estar admirado com a paisagem, mas olharia para a residência com frequência. Também usaria sua audição e seu olfato apurados para, quem sabe, descobrir alguma informação útil sobre o lugar.

OFF:
 

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MensagemAssunto: Re: 1º Ato: A Ascensão dos Mortos na Grande Cidade das Rotas   Ter Nov 17 2015, 02:50

Depois de ficar um tempo preso em seus devaneios ele sente que é hora de se mover, hora de trabalhar. Infelizmente o seu trabalho não era dos mais fáceis. Só os mais habilidosos roubam com maestria sem serem pegos, ou pelo menos tem uma boa taxa de roubos limpos (os que ele sequer foi notado). Então ele para um pouco para pensar em seus possíveis alvos, descartando rapidamente os mercados fora dos muros da cidade e as lojas da Pedra Lupe, o que poderia não ser muito sensato, pelo menos em relação ao mercado (orgulho é uma coisa que pode matar...).

Porém o alvo que o mesmo escolheu não era tão fácil de se roubar como ele imaginava. Ele se desvencilhou das ruas principais pegando rotas secundárias de menor movimentação até chegar em seu destino, que era a área mais rica da Pedra Lupe onde os grandes casarões estavam localizados. Tal área estava rodeada de grades altíssimas e para manter a segurança guaritas foram postas na parte de dentro a cada 80 metros com soldados portadores de lanças, arcos e bestas. Para sua sorte (ou azar...) o portão principal estava aberto, o motivo era confirmado por uma placa que estava a alguns metros dele onde estava escrito "Permitido a visitação". 

Enquanto ele andava com as mãos nos bolsos observando os lugares ao seu redor dois guardas portadores de armaduras leves descem tão rápido dos tetos de duas casas próximas que Worren não consegue reagir a tempo. Num piscar de olhos haviam três adagas afiadas apontadas para Rei, o soldado da frente apontava para seu pescoço enquanto o de trás tinha duas apontadas para ambos os pulmões. O da frente, que parecia mais confiante fala:

- Responda sabiamente se quiser continuar vivo, o que diabos uma pessoa como você faz aqui, vestida deste jeito, isso não uma roupa habitual da clientela desta área, só posso imaginar que você está gravando as características deste lugar para cometer algum crime, ainda armado com essas duas adagas, vamos, se explique. - Repetia rapidamente o guarda, era bom que o Rei pensasse em uma boa resposta...
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MensagemAssunto: Re: 1º Ato: A Ascensão dos Mortos na Grande Cidade das Rotas   Qua Nov 18 2015, 00:24

Já morava naquela cidade desde o dia em que nasceu e, portanto, não se preocupou muito com o caminho. Saiu andando e deixou seus sentidos o guiarem até seu alvo já pré-determinado.

Depois de certo tempo, percebeu com uma leve surpresa que estava indo por ruas mais desertas ao invés de ir pelas principais, como se estivesse evitando multidões e atenção desnecessária, embora não tivesse isso como objetivo. "Coincidência? Eu acho que não!" Para o gatuno, era óbvio que seus sentidos estavam tão aguçados que "pensaram" naquilo mesmo sem ele próprio ter tido aquela ideia.

De qualquer forma, manteve seu sorriso bobo no rosto e continuou seguindo por ruas esquecidas, desta vez conscientemente, até alcançar a sua meta: pedra Lupe. "Quem nomeou essas pedras com certeza tinha algum problema, mas que nomezinhos escrotos..."

Muros altos e guardas o aguardavam, o que não era bem uma surpresa para o ladino. No entanto, após uma inspeção mais detalhada, percebeu uma entrada e, ao lado, uma placa permitindo a visitação. "Hoje eu realmente estou com sorte!" Seguiu até o portão com passos largos, como se não devesse nada a ninguém.

Entrou onde só os ricos e famosos tendem a ir e inalou profundamente. "Até o cheiro aqui é diferente!" Imaginou-se ficando milionário e comprando uma mansão naquela região, levando sua irmã caçula para conhecer o local. Deleitou-se ao fantasiar o rosto de sua irmã, com um sorriso estampado na cara, mais ou menos como ele deveria estar agora. "Seria b—"

Dois vultos vieram da puta que o pariu dos deuses sabem onde e cercaram o gatuno. Com a surpresa e, principalmente, por terem interrompido seus devaneios, Rei fez um estalo com a língua, em reprovação. Só conseguia ver um dos dois agora, o qual estava na sua frente com uma arma, aparentemente uma adaga, apontada para o seu pescoço. No entanto, tinha quase certeza de que o segundo deveria estar numa pose similar, mirando para sabe-se lá onde do gatuno.

— Responda sabiamente se quiser continuar vivo, o que diabos uma pessoa como você faz aqui, vestida deste jeito, isso não uma roupa habitual da clientela desta área, só posso imaginar que você está gravando as características deste lugar para cometer algum crime, ainda armado com essas duas adagas, vamos, se explique.

— Responda sabiamente é o caralho! — O rosto angelical de sua irmã se desvanecendo e se transformando no rosto pútrido daquele imbecil despertou uma ira do jovem eyru desconhecida para muitos. Com ira nos olhos e na voz, continuou: — Como assim uma pessoa como eu? É proibido andar nessa porra agora? Que eu saiba, lá na entrada, tinha dizendo que era permitido visitar, é o que diabos eu estava fazendo até você vir encher a porra do meu saco.

Parou de falar por um segundo e respirou fundo, recuperando parte do seu juízo e começando a pensar em como sairia daquela enrascada. Apontou para suas adagas sem as pegar antes de voltar a falar. — E essas aqui, que são maiores do que a sua, por sinal, são para caçar. Eu trabalho, ao invés de ficar vagabundando e perturbando a vida dos outros, como vocês dois.

Caso o soldado que via ainda não acreditasse, o que era provável, daria um curto sorriso de escárnio antes de continuar. — É claro que vocês não entendem isso... dois humanos, como poderiam entender? Falam que não há preconceito aqui, mas são um bando de tolos, aqui é tão bom como qualquer lugar.

Esperaria mais alguns segundos, na esperança do guarda recuar. Entretanto, se ele continuasse o tratando como um bandido — o que era verdade, mas eles não precisavam saber — diria: — Ok, chega! Já cansei dessa palhaçada! Vocês vão me deixar em paz ou vão chamar os soldados? Não tenho a merda do dia inteiro para ficar aqui com vocês, embaixo do sol, esperando o juízo entrar nessas cabeças ocas do caralho!

Se fosse atacado, não puxaria suas adagas em hipótese alguma. Sabia que, se fizesse isso, perderia automaticamente. Seria tratado como bandido e preso. E o pior nem era isso, mas sim abandonar a sua irmã. Os pais deles já haviam sumido, ele não poderia sumir também. Ele não sumiria!

Se chegasse a esse extremo, levantaria as mãos, como se estivesse se rendendo, e tentaria esquivar dos ataques com movimentos rápidos e precisos do seu corpo, indo na direção contrária dos golpes. Sempre possuiu um ótimo equilíbrio e isso poderia lhe ser útil agora.

— Para cacete! Sério que vocês vão me atacar porque eu estava andando? Taquiupariu! — Gritaria o mais alto possível, talvez aparecesse alguém com mais juízo do que aqueles dois. Pelo menos era com isso que contava. "Ok, retiro o que disse sobre a minha sorte de hoje!"

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Ryoma
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MensagemAssunto: Re: 1º Ato: A Ascensão dos Mortos na Grande Cidade das Rotas   Qui Nov 19 2015, 12:25

O tempo não podia ser melhor para encontrar uma primeira vítima em seu dia. O descanso tinha sido um pouco longo demais, havia se acostumado a relaxar durante boa parte do tempo enquanto se perdia em pensamentos. Ainda que fosse tarde, continuava entre os becos onde geralmente dormia e vivia com aqueles sem casa. Leth tinha uma pequena ideia de que não era realmente certo viver ali, mas isto pouco lhe importava, pois estava bem e não havia nada lhe incomodando ao viver sem uma casa como todos outros. "Bem.... Esses lugares são como minha casa, já que não lembro como é uma mesmo." Batia nas vestes como todos os dias, limpando qualquer sujeira deixada nelas e colocou os olhos no céu, fitando a imensidão azul que por sorte não era bloqueada pelas poucas nuvens. – Como eles chamam aquele lugar? – Sussurrou, passando levemente a mão direita nos cabelos enquanto começava sua lenta caminhada para fora do beco em que estivesse, seja onde for.

Sentia claramente o vento forte, sorrindo por não ter que aguentar nenhum clima tão ruim quanto qualquer calor infernal ou frio extremamente pesado. O bolsos estavam sem o peso do dinheiro que qualquer um gostaria, Leth tinha consigo somente os armamentos conseguidos depois de tantos roubos contínuos. Para uma cidade tão problemática na questão de guarda, ele era bem sortudo por ainda estar solto e até mesmo vivo. Podiam odiar a presença do loiro, talvez alguns vendedores preferiam vê-lo morto, mas o fato do elfo nunca ter sido pego é algo para se lembrar e imaginar que a sorte não duraria muito mais tempo. "Aquela parte da cidade é complicada, sei que é o melhor lugar para roubar, mas não sei se é seguro continuar voltando para um lugar que já fiz tantos inimigos." A nova armadura de couro ficava por baixo da jaqueta vermelha, cobrindo-a levemente, mas não o suficiente, pois o gosto de deixar a jaqueta aberta não mudaria até estar frio e ser necessário fazê-lo. As adagas ficavam nas laterais da cintura, escondidas em parte pela calça e pela jaqueta, além de ter as garras também na cintura, só que estas estavam na parte de trás.

A Pedra Safira, era um bom lugar para conseguir o primeiro alvo do dia, mas seria suficiente e do mesmo nível das Pedras Amigas? Leth não possuía grande conhecimento dos arredores, nem mesmo sabia o nome das pedras, mas tinha inteligência suficiente para saber que voltar até os mercadores das Pedras Amigas seria caçar um termino de dia ruim. Provavelmente preso, talvez morto ou, se tivesse muita sorte, conseguiria sair bem e com algum dinheiro. O maior problema era que, algum dinheiro não seria o suficiente, não mais. Viver nas ruas era interessante, tinha suas vantagens e desvantagens, só faltava uma cama, roupas novas, uma banheira e comida todos os dias. Isto ele não poderia conseguir nas ruas de forma simples, sendo assim, algum dinheiro só ajudaria para uma refeição e o elfo estava atrás de algo mais. Uma quantia grande, boa o bastante para comprar roupas, comida e equipamentos que o levariam até outra cidade.

Um pouco da diferença das pedras ajudaria no encontro do que Leth queria e talvez ouvir os outros também podia ser de ajuda, mas antes de realmente começar qualquer parte de seu plano, seguiria até a Pedra Safira em passos tranquilos, um rosto inexpressivo e a ideia de conseguir mais dinheiro do que sempre teve acesso nos mercadores simples. Um bom plano e uma execução ainda melhor renderiam sua nova e pequena fortuna, pois para Leth, qualquer dinheiro era realmente uma grande quantidade quando não se tinha nada. Observar, caminhar e escutar. Nada de atrevido era preciso, calma e cuidado serviam para qualquer plano que iria criar, mas antes o objetivo tinha de surgir em sua visão.

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Nolan
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MensagemAssunto: Re: 1º Ato: A Ascensão dos Mortos na Grande Cidade das Rotas   Sab Nov 21 2015, 05:26

NOSKIRE

Os dois guardas se entreolharam e riram alto, tanto que produziram um eco de tão deserta que estavam as ruas daquele lugar. Eles olhavam para aquele ser com um misto de destreza e admiração. Rei estava tão encurralado naquela situação que seu desespero para tentar enrolá-los era palpável. O guarda posicionado em suas costas fala:

- Você vem falar de preconceitos e acha que não somos guardas só por estarmos portando adagas. Nós guardamos este local. Fomos tirados das sarjetas por pessoas ricas, mas antes de recebermos educação vivemos na rua saqueando para sobreviver.

- Eeeh, sabemos de longe quem vem aqui para espiar e quem vem para comprar. - Dizia o da frente.

Quando Worren já ia começar a gritar achando que poderia lhe acontecer algum mal os guardas tiraram as adagas de perto do Eyrus e lhe abriram passagem para a porta de entrada do lugar. O guarda que estava na sua frente tinha um grande cabelo negro que pendiam para ambos os lados da testa, era escorrido e parava-lhes nos ombros, com um rosto quase perfeitamente simétrico e olhos tão negros quanto seus cabelos. Sua pele era branca, sem nenhuma imperfeição, era difícil imaginar aquele ser em versão de morador de rua.

- Quando pensamos em roubar para sobreviver, é porque a situação está bem difícil. Não vamos lhe prender nem denunciar. Apenas vá e siga seu caminho. Porém, da próxima vez que vier aqui, a menos que esteja a rigor (se é que me entende...) eu suspeitarei que veio para roubar e não serei nada legal.


Confiando na inteligencia do ladino eles voltam para o topo das casa e pulam de telhado em telhado para patrulhar as ruas. Para o Rei só restam duas alternativas, ou dar a volta e tentar a sorte de ser morto ou voltar para as ruas movimentadas da grande cidade das rotas. O sol estava apino, então tinha um bom tempo para planejar o que fazer.



RYOMA

Neste dia, Leth descansou um pouco mais do que de costume, já se passavam das doze da manhã e a temperatura aumentara, podendo ficar um pouco desconfortável se andar muito pelas ruas onde a sombra das construções não bater. O pesar de viver nas ruas, a ambição de conquistar algo mais... Muitos pensamentos rodopiavam na mente daquele Elfo. Porém, de uma coisa ele tinha certeza, o lugar que ele iria naquele dia. Pelo velho e bom meio da eliminação, ele decidiu que o seu alvo naquele dia seria a Pedra Safia, já que roubara um dos outro lugares.

Não era comum Leth visitar a Pedra Safira, então a cada vez que ele foi para lá cada rua tem algo excêntrico, único para se olhar. Em uma rua ele viu uma grande arena que, mesmo com ele estando a algumas centenas de metros, dava para se ouvir gritos de "arranque a cabeça dele", "morte ao fraco" e o que parecia ser a reconstrução da conquista da Grande Cidade das Rotas "POR LUPE!". Enquanto ele andava, as surpresas continuavam a aparecer. Um premio de D$: 50,00 para quem desse um beijo na maior tartaruga mordedora que ele vira na vida (neste exato momento um humano idiota tentava beijar a ponta da boca e tinha a metade do seu corpo engolida, então vinham umas robôs assistentes de palco a jato com pequenos saiotes e limpavam todo o sangue do chão para o próximo concorrente...), um cassino com uma espécie de homem com penas na cabeça e algo que pareciam charutos na mão (que ideia idiota é esta...), uma arena onde argolians separados em dois times tentavam acertar uma bola num circulo pegando fogo. Para demonstrar o espírito daquele lugar para todos, a cada esquina vinha um lembrete: "Aqui tudo pode ser conquistado, basta ser esperto o suficiente para ou saber apostar, ou conseguir cumprir o desafio.

A cidade estava toda aberta para Leth, não só para ele, mas para qualquer um que tivesse sorte o bastante em suas escolhas, sejam elas nos dados ou nas apostas ou que tivesse a habilidade de cumprir com os desafios propostos em troca de grana.
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MensagemAssunto: Re: 1º Ato: A Ascensão dos Mortos na Grande Cidade das Rotas   Sab Nov 21 2015, 19:34

Sua resposta inicial havia sido verdadeira, embora o resto houvesse sido cuidadosamente pensado para enrolar os guardas. Não foi muito efetivo. Pelas palavras da dupla, eles já haviam sido larápios e sabiam reconhecer outros de sua laia.

Rei não gostou muito de como foi classificado, mas isto era irrelevante agora. Sua sorte havia virado azar e tinha sido encurralado. E o pior de tudo, o que o deixava puto, é que não havia feito nada. Se tivesse sido pego arrombando uma casa ou dentro dela, quem sabe até tentando sair dali com sua bolsa cheia de jóias e outros produtos caros, seria até aceitável. Fazia parte da sua profissão.

No entanto, ele havia sido descoberto por andar nas ruas. Andar. Ele nem sequer estava pensando em furtar uma das casas naquele momento, ele estava distraído, pensando em sua irmã. E mesmo assim aqueles dois haviam aparecido e o cercado. E agora riam dele. "Mas que merda!"

Sentia vontade de puxar suas adagas e matar aqueles dois ali mesmo, mas sabia que dificilmente venceria os dois, ainda mais estando cercado. Além disso, a recordação de sua irmã o dissuadia a fazer qualquer burrice como aquela. Tentava desesperadamente encontrar uma saída. "Não posso lutar, nem fugir e nem convence-los. O que faço?"

Foi quando, para a sua completa surpresa, os dois recuaram. "É... Ein?"Não vamos lhe prender nem denunciar. Apenas vá e siga seu caminho. — Foram as palavras de um deles. Foi a primeira vez que vira tal atitude em um guarda, e já possuía 32 anos. "Pelo jeito, esses dois realmente vieram das ruas..."

Enquanto ainda tentava processar o que havia acontecido ali, os dois guardas se viraram e foram embora, deixando Rei sozinho. Deu um leve sorriso, questionando a inteligência da dupla, seguido de um passo para o centro daquele lugar. No entanto, parou, enquanto seu sorriso se transformava em uma expressão de pura raiva.

"Eles não me deixaram só por serem burros, mas porque me consideram fraco e incompetente." Estalou sua língua mais uma vez, em reprovação, e, embora doesse até sua alma, se virou e começou a sair daquele local amaldiçoado. "Por que há tantas pessoas inúteis e mesquinhas com tanto dinheiro, enquanto eu e outros permanecem na sarjeta?" Não era de hoje que considerava o mundo injusto, mas aquilo só tornou aquele sentimento mais forte.

Além da sensação de injustiça, sentia raiva. Raiva dos ricos, que nasciam com tudo e não precisavam lutar por nada. Raiva dos guardas que o cercaram e acabaram com sua sorte. E, principalmente, raiva dele mesmo. Havia sido burro em andar pelas ruas, deveria ter se esgueirado por entre as casas. Havia sido fraco, em não confrontar aqueles dois. E havia sido covarde, em recuar com o aviso recebido. Rosnou levemente, sem conseguir manter sua raiva só para si.

"E agora? O que faço?" Contou suas moedas e não tinha muito, o que não era lá uma surpresa. "Será que devo abandonar essa vida e trabalhar como aqueles dois?" Deu um alto sorriso com uma boa dose de desdém. Entretanto, seu sorriso foi morrendo e se transformando em um leve sorriso de incredulidade.

"Espera aí! Se eu fosse um guarda daquele local, eu poderia furtar a vontade! Até porque, quem vigia os vigilantes?" Sentia-se tão excitado que precisava se esforçar para não começar a pular e a comemorar ali, no meio da rua. No entanto, havia um problema: "Eu nunca serei aceito com aqueles dois lá..."

Porém, não foi muito difícil pensar em uma solução. Proteger as casas dos ricos não era o único meio de furtar com mais facilidade. Na verdade, talvez houvesse um lugar ainda mais lucrativo do que ali. "Guilda Tripsun..."

Era isso, havia pensado em algo genial. "Como eu nunca pensei nisso antes?" Bem, isto não importava, mas sim como poderia entrar na guilda. Não deveria ser algo tão trivial assim, ou qualquer um entraria. "De qualquer forma, qual o problema em tentar?"

Buscaria em sua mente onde ficava a base da guilda e, caso lembrasse, iria até lá. Caso contrário, perguntaria aos transeuntes e seguiria as instruções. Chegando lá, procuraria por algum membro da guilda e indagaria:

— Yo! Onde assino para começar a trabalhar com vocês?

OFF:
 

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Ficha | Aventura

— Fala (Gold)
"Pensamento (Olive)"
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